O gatinho gostava demais de uma briga de verdade.
Quando não conseguia que alguma criatura viva brigasse com ele, então pegava um objeto qualquer e fazia de conta que estava brigando.
Um belo dia, o neném estava brincando na varanda. O gatinho que estava por perto avistou de repente um objeto redondo, comprido e preto. Não era cabo de vassoura, nem pedaço de corda, pois era vivo: vinha se movendo pelo chão afora em direção ao bebê.
O gatinho talvez não soubesse que se tratava de uma cobra venenosa que ia atacar a criancinha, mas, como ela dava a vida por uma briga, lançou-se sobre a cobra com toda a força. A cobra ficou surpresa com o ataque repentino do bichinho, que lhe fincava os dentes aguçados, ora aqui, ora ali, e rosnava a valer.
Dentro de poucos segundos, a mamãe do neném ali estava em atenção aos gritos de criancinha. Agarrou depressa o bebê para ver se estava ferido. Em uma das perninhas, viu as marcas das presas da cobra, porém não estavam avermelhadas nem inchadas. Viu então o gatinho que a cobra matara, deitado no chão com o corpinho inchado em muitos lugares onde a cobra venenosa o mordera.
Então, a mãe compreendeu o que tinha acontecido. O gatinho não tinha abandonado a luta, embora a cobra o tivesse mordido repetidas vezes até que ele ficasse tão fraco que não podia lutar mais.
Então, antes de ir embora, a cobra tinha dado um bote na perninha da criança, mas já não tinha mais veneno, e assim a criança foi salva.
Jesus recebeu voluntariamente a mordedura do pecado e da morte, morrendo em nosso lugar, para podermos ter vida eterna.
Agora não há mais ferrão venenoso na morte para quem tem Jesus como seu salvador.
"Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5)"