domingo, 16 de novembro de 2014

Fraqueza ou força

Um garoto de 10 anos decidiu praticar judô, apesar de ter perdido seu braço esquerdo em um terrível acidente de carro. Disposto a enfrentar as dificuldades e suas limitações, começou as lições com um velho mestre japonês.

O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê, após três meses de treinamento, o mestre tinha lhe ensinado somente um movimento. O garoto então disse:
— Mestre, não devo praticar mais movimentos?
O mestre respondeu ao menino, calmamente e com convicção:
— Este é realmente o único movimento que você sabe, mas este é o único que você precisará saber.

Sem entender completamente, mas acreditando em seu mestre, o menino manteve-se treinando. Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio.
Surpreendendo-se, o menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates. O terceiro combate revelou ser o mais difícil, mas depois de algum tempo seu adversário tornou-se impaciente e agitado. Foi então que o menino usou o seu único movimento para ganhar a luta.
Espantado ainda por seu sucesso, o menino estava agora nas finais do torneio. Desta vez, seu oponente era maior, mais forte e mais experiente.

Preocupado com a possibilidade do garoto se machucar, cogitaram em cancelar a luta, quando o mestre interveio:
— De forma nenhuma! Deixe-o continuar.
Desta forma, o garoto, usando os ensinamentos do mestre, entrou para a luta e, quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário. Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio. Era o campeão. Mas tarde, em casa, o menino e o mestre reviram cada movimento da luta.

Então, o menino tomou coragem para perguntar:
— Mestre, como eu consegui ganhar o torneio com apenas um movimento?
— Você ganhou por duas razões, respondeu o mestre.  Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais difíceis do judô. E, em segundo lugar, a única defesa conhecida para esse movimento é o seu oponente segurar o seu braço esquerdo.

A maior fraqueza do menino tinha se tornado em sua maior força. Assim, também nós podemos usar nossa fraqueza para que ela se torne nossa força. O que realmente importa é a nossa determinação. 

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